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    September 05

    Ventos da Ira

       O acontecido que relatarei agora não é algo que alguém deva se orgulhar, a menos que essa pessoa seja sádica. Mostra um pouco da natureza reprimida do autor, e apezar de ser real, eu gostaria que fosse apenas um conto...
     
       Era noite. Tínhamos combinado de ir ao Show de Rock, que foi organizado por um amigo, e iam tocar apenas as bandas locais. Fomos Adriano( meu irmão), o Zé, Alex, Diego , Marco Antônio e eu. Compramos uma garrafa de vinho fazendo uma intera. NOs dirigimos ao local do Show, lá encontramos muitos conhecidos, alguns até muito considerados, chegamos cedo, o show ainda não havia  se iniciado, então fomos para o praça ( carinhosamente apelidada de "Abatedouro" em função das terríveis brigas e mortes que lá ocorrem ). Lá encontramos mais conhecidos e continuamos bebendo muito (em continuamos bebendo leia-se Diego e eu). Depois eu resovi voltar ao show mas o Diego quis ficar na Praça e o Zé, o Adriano e o Alex me acompanharam. No caminho, encontramos com um grupo de roqueiros. Nesse momento, um sentimento inexplicável se forma em mim. Fúria, ódio, vontade de machucar, tudo isso num turbilhão incontrolável se formou em mim. Quanto mais me aproximava, mais eu os via com olhos de predador, como um leão ao redor de gado. O motivo de tudo isso eu não posso explicar, pois poderia ser preso se fosse denunciado.
     
       Eles, os adversários, não inimigos, pois eles não haviam me feito nenhum mal, eram em número alto, algo entre 9 e 12 se juntassem as mulheres. Eles eram adultos, e pareciam bêbados. Sem hesitar eu comecei a provocação ostensiva, de modo que fizesse com que eles me atacassem. Eu não queria envolver ninguém na luta, pois eu tínha que destruí-los. Se não o fizesse sofreria com todo o sentimento contido em mim e definharia. Fé, loucura, orgulho, raiva, tudo a mesma coisa. Mesmo eles em número absurdamente maior, eu os ataquei. Atacava e fugia de forma a nunca ser cercado por eles. Essa tática funcionou muito bem, e eu cheguei a derrubar quatro deles sem ser tocado. Até que eles desistiram de tentar me acertar, pois a luta já estava muito longe do local de início. Dando-me por satisfeito pelo estrago provacado, eu esfriei e fiquei mais calmo. Voltando a companhia dos meus amigos eu descobri que meu irmão não estava lá e que um amigo ( o Zé ) tinha recebido um corte de estilete nas costas. Então, como uma bomba, tudo que eu via era o ódio. Tudo que eu sentia era vontade de matar. Sem dúvida nenhuma, eu tínha que me vingar. Era questão de honra. Eles haviam atacado quem nem esteve na luta. Eu os persegui e os encontrei. Eles estavam perdidos.
     
       Do outro lado da rua se aproximam o Diego com meu irmão e o pessoal barra pesada da praça. Um sorriso malicioso escapou do meu rosto. Eles estavam cercados, por trás eu os ameaçava e pela frente haviam mais de 8 homens para lutar ao meu lado. Começou o massacre. Sim um massacre, não uma luta, pois não houve reação. Estávamos em número maior de homens e eu sozinho contava por muitos. Minha raiva era demais pra eles. Enquanto ouvia gritos de dor, e choro de garotas que imploravam para que parássemos, eu me deleitava no mais puro frenesi de batalha. Eu ia me vingar e isso me deixava com mais vontade de lutar. A luta acabou com as garotas deles implorando que nos contivéssemos. Chegaram os bombeiro e levaram o Zé, depois chegou a polícia e levaram o autor da estiletada, momento a qual eu já não estava mais presente, pois poderia ser preso também. Eu estava bem, meu punho doía de tanto ter sido usado. Eu podia sentir a dor deles. Eles haviam perdido e eu ganhado. Nada poderia ser melhor, então fomos a um show lá no Jaó mas não conseguimos entrar, então resolvemos voltar para nossas casas. Mas o show ficava no caminho. Eu estava com sangue quente e muito nervoso. Algo em mim tinha mudado, eu era um mostro. Não havia delicadeza em mim, nem educação, nem respeito. Apenas loucura. E ela me guiou mais uma vez naquela noite.
     
       O Diego queria entrar no show sem pagar. Forçou a entrada mas o segurança não permitiu. Os roqueiros que estavam do lado de fora do show vieram falar alguma coisa com o Diego que respondeu com um soco. Surpreso com aquilo, mas feliz, eu tb comecei a distribuir golpes. Os roqueiros se afastaram, pois éramos ferozes demais, fortes demais. Os atacamos com pedaços de madeira e pedras até que eles resolveram revidar, aí fugimos. Chegamos em casa.
     
     
     
                                                        Sem saber direito o que houve, o que aconteceu comigo naquele dia, estou com medo de mim mesmo...                                                         
     
                                                                                                                             Kalil

    Comments (1)

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    Luana wrote:
    Nossa, to com medo de vc! Procura tratamento psiquiátrico meu amor. Mas pelo menos vc não se irrita comigo né? Afinal eu nao faria nada que te deixasse bravo, não por medo, mas sim pq o amo e vc sabe disso. Até a próxima meu doce!
    Sept. 5

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